Porém, somente em 1951, por meio do Projeto de Lei nº 1.416/51, de autoria do Deputado Benedito Vaz, iniciou-se o processo que veio, posteriormente, transformar esta Fazenda na primeira Escola Agrícola do Estado de Goiás, localizada no município de Urutaí, sudeste goiano.
O projeto do Deputado justificou-se pelo crescimento do Estado e principalmente pelo propenso desenvolvimento da agropecuária na região. Após emendas, a fim de melhor definir os objetivos propostos para o funcionamento da escola, por meio da Lei nº 1.923, de 28 de junho de 1953, foi criada a Escola Agrícola de Urutaí que passou a trabalhar em conformidade com o Decreto-lei nº 9.163/46 (Lei Orgânica sobre o Ensino Agrícola) e o Decreto nº 21.667/46 que regulamentava os currículos dos cursos de Iniciação Agrícola e Mestria Agrícola a serem oferecidos por esta Instituição.
Inicialmente, foi criada a primeira turma do Curso de Iniciação Agrícola e posteriormente foram criadas turmas do curso de Mestria Agrícola.
Em 1964, com o Decreto no 53.558/64, a Escola Agrícola de Urutaí foi transformada em Ginásio Agrícola de Urutaí, porém, somente, em 1977, através da Portaria nº 250, foi implantado o Curso Técnico em Agropecuária.
Em 1980, por meio da Portaria 40, foi implantada a Escola Agrotécnica Federal de Urutaí, adequando-se ao novo currículo que integrou a formação geral à técnica. A denominação de Escola Agrotécnica permaneceu por vários anos, ofertando cursos na área de agropecuária, atendendo alunos das mais diversas regiões do país, em sua maioria na forma de internato e do sexo masculino.
Em 1995, a escola começa a vislumbrar um novo formato de cursos, surge, então, o Curso Técnico em Processamento de Dados, integrado ao Ensino Médio. Este curso foi ofertado no período noturno com duração de quatro anos.
Em 1999, a escola dava sinais evidentes de profundas transformações, foi implantada um novo nível de educação, o Curso Superior de Tecnologia em Irrigação e Drenagem. Neste período, houve sem dúvida, uma alteração na filosofia da instituição. Este curso juntamente com a criação da Unidade de Ensino Descentralizada de Morrinhos contribuíram, significativamente, para o processo que começava a se esboçar no interior da instituição: a cefetização.
Finalmente, em agosto de 2002, por meio de um Decreto Presidencial, ocorreu a tão esperada transformação de Escola Agrotécnica Federal de Urutaí em Centro Federal de Educação Tecnológica de Urutaí, momento histórico que pode ser traduzido como uma conquista para toda a comunidade.
A cefetização sem dúvida foi a ruptura que promoveu grandes transformações, um processo que promoveu a possibilidade de oferecer diversos níveis e modalidades de ensino, além de uma nova estrutura organizacional para a instituição. Foram várias as transformações sofridas com a cefetização que podem ser percebidas desde os currículos até os investimentos realizados em infraestruturas.
Em dezembro de 2008, a instituição sofreu uma modificação, desta vez de forma radicalmente diversa pelas quais havia passado até então. Surgem os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFET), criado pela Lei 11.892/08 e com isto a transformação de Centro Federal de Educação Tecnológica de Urutaí em Instituto Federal Goiano – campus Urutaí.
Atualmente o Instituto Federal Goiano – campus Urutaí oferece dez cursos superiores entre bacharelados, licenciaturas e tecnologias. No ensino médio e técnico a oferta é de oito cursos, diferenciando-se entre integrados ao ensino médio, concomitantes e subsequentes e Educação de Jovens e Adultos.
Instalado em uma área de 512 hectares na região da estrada-de-ferro, estado de Goiás, em 2011 o Instituto Federal Goiano – campus Urutaí completa 58 anos de excelência em educação profissional.
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